Dois parágrafos perfeitos do filósofo suiço Alain de Botton.
Ainda que a sociedade moderna continuamente nos prometa acesso a uma comunidade, trata-se de uma comunidade centrada no culto ao sucesso profissional. Sentimos que estamos batendo à sua porta quando a primeira pergunta que nos indagam em uma festa é "o que você faz?" - e a resposta determinará se seremos bem acolhidos ou se nos abandonarão ao relento. Nessas reuniões competitivas e pseudocomunais, poucos de nossos atributos valem como moeda para comprar a boa vontade de estranhos. O que importa, acima de tudo, é o que está em nossos cartões de visita, e aqueles que optaram por passar a vida cuidando dos filhos, escrevendo poesia ou jardinando ficarão com a certeza de que foram contra a corrente dos costumes dominantes dos poderosos e que merecem ser devidamente marginalizados.
Com esse nível de discriminação, não causa surpresa que muitos de nós decidam se atirar com tudo nas carreiras. Focar na vida profissional em detrimento de quase todo o resto é uma estratégia bastante plausível em um mundo que aceita as conquistas no ambiente de trabalho como a principal moeda para assegurar não apenas os meios financeiros de sobreviver fisicamente, mas a atenção de que necessitamos para ter êxito do ponto de vista psicológico.
Alain de Botton
segunda-feira, 16 de julho de 2012
O que você faz?
sábado, 26 de maio de 2012
Saber mais, entender menos
Nunca antes a humanidade caminhou tão rápido nos quesitos "conhecimento" e "tecnologia". E, no entanto, as questões centrais permanecem: quem somos nós / por que estamos aqui / aonde estamos indo / qual o sentido disso tudo?
"Cada dia sabemos mais e entendemos menos". Albert Einstein.
Gustavo Miranda
"Cada dia sabemos mais e entendemos menos". Albert Einstein.
Gustavo Miranda
terça-feira, 24 de abril de 2012
Redundâncias
Todo ser humano receia ser mal compreendido. E é por isso que nossas histórias de vida, sobretudo nossas histórias de amor, são carregadas de redundâncias, de reafirmações e, às vezes, até de mesmices. Puro receio!
Gustavo Miranda
Gustavo Miranda
sexta-feira, 30 de março de 2012
Cinema mudo
A bem da verdade é que, às vezes, as palavras e o diálogo atrapalham. Por isso, de vez em quando, pego-me pensando que em algumas situações as relações humanas deveriam ser como o cinema mudo. Poucas palavras, apenas os diálogos essenciais, foco nas cenas. Atenção aos gestos. Acho mesmo que, no silêncio dos discursos, enxerga-se melhor a essência.
Gustavo Miranda
Gustavo Miranda
quinta-feira, 22 de março de 2012
O mesmo e o diferente
Quem nunca voltou a algum lugar para reviver alguma experiência passada e se deparou com tudo mudado? Quem nunca reencontrou um amigo de infância há muito não visto e percebeu que os elos já não eram mais os mesmos? Não há experiências mais humanas que essas. A vontade de voltar ao "mesmo" e encontrar o "diferente"; a tentativa de reencontrar o "de sempre" e se deparar com o "de nunca". Tudo muda!
Gustavo Miranda
Gustavo Miranda
quarta-feira, 7 de março de 2012
Conflitos internos
Tenho meus conflitos internos, claro. Quem não os tem? O caso é que aprendi a fazer deles a minha bandeira. Decidi tornar a minha fraqueza algo mais aceitável. E, desde então, vou indo. Vou tentando. Dizem até que consegui. Não sei! Na verdade, procuro não flertar com a vaidade. É melhor assim.
Gustavo Miranda
Gustavo Miranda
domingo, 4 de março de 2012
Talvez um dia...
Talvez um dia - em meio a tantas mudanças, a tantos fluxos e a tantos processos que me lapidam a alma - eu possa dizer, afinal, que me encontrei comigo mesmo e que, nesse encontro, descobri o sentido que tanto procurava. É que, no fundo, penso que toda a questão se resume a isto: conhecer-se a si mesmo.
Gustavo Miranda
Gustavo Miranda
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